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Preços do café recuam em abril sob pressão da colheita e cenário externo

Queda nos preços reflete avanço da colheita e instabilidade no mercado global do café.

Da Rede M1 – por Redação Multimídia
26/04/2026 - 12h16 - atualização 26/04/2026 - 12h16


Preços do café recuam em abril sob pressão da colheita e cenário externo - Foto: Divulgação INCAPER

O avanço de abril tem sido marcado por fortes oscilações no mercado de café, mas com uma tendência predominante de queda nos preços, especialmente para o robusta. É o que apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), referência nacional no acompanhamento de indicadores do agronegócio.


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Na parcial do mês, entre os dias 1º e 20 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do café robusta tipo 6, peneira 13 acima, com retirada no Espírito Santo — principal estado produtor da variedade — registra média de R$ 903,90 por saca de 60 quilos. Trata-se do menor patamar desde março de 2024, em termos reais (valores corrigidos pelo IGP-DI de março de 2026), quando a média foi de R$ 892,73 por saca.

O recuo também é expressivo na comparação mensal: o valor atual está 11,55% abaixo do observado em março deste ano. Segundo os pesquisadores do Cepea, a pressão sobre os preços está diretamente ligada ao avanço da colheita. No caso do robusta, os trabalhos no campo já se aproximam de um ritmo mais intenso, ampliando a oferta e, consequentemente, pressionando as cotações.

Além do fator sazonal, o mercado também reage a incertezas no cenário internacional. Questões geopolíticas e variações cambiais têm contribuído para o aumento da volatilidade, influenciando diretamente os preços internos.

Para o café arábica, a trajetória também é de queda. O Indicador CEPEA/ESALQ para o tipo 6, bebida dura para melhor, posto na São Paulo, apresenta média de R$ 1.824,91 por saca de 60 quilos na parcial de abril. O valor representa uma redução de 4,6% — ou R$ 88,98 por saca — em relação a março, sendo o menor desde julho de 2025, período que coincide com o auge da safra nacional.

Com a colheita ganhando força nas próximas semanas, a expectativa do mercado é de que a pressão sobre os preços possa continuar, exigindo atenção redobrada dos produtores quanto às estratégias de comercialização.

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